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Museu do 11 de Setembro: como planejar sua visita

O Museu do 11 de Setembro conta a história do atentado de 2001, que marcou a história de Nova York e de todo mundo que viveu aquele dia tão traumático.

Para honrar e lembrar das vítimas e do que significou esta data, foi construído um complexo no novo World Trade Center. Esse post faz parte do nosso guia do que existe hoje nesse espaço. Nesse outro post eu já falamos mais sobre a visão geral do complexo e suas principais atrações:

Agora eu vou falar em mais detalhes sobre o Museu, conhecido como National September 11 Museum.

Este museu subterrâneo que fica embaixo do memorial, e é carregado de detalhes, histórias e objetos originais da tragédia. Já adianto que é um dos meus favoritos de Nova York, e vou explicar aqui o porquê.

Como é o Museu do 11 de Setembro

A entrada do museu fica ao lado do memorial, mas como eu disse, a exibição em si fica no andar debaixo. A localização por si só já carrega um pedaço da história: por ser subterrâneo e 7 andares abaixo do memorial, ele fica exatamente embaixo de onde ficavam as torres gêmeas.

O museu é incrível e um dos mais impressionantes de Nova York pra mim, talvez por retratar tão bem um momento da história em que eu já tinha idade o suficiente para acompanhar notícias e revistas e do qual me lembro com clareza.

Complexo no Memorial e Museu do 11 de Setembro no WTC
Complexo do Museu e Memorial do 11 de Setembro no WTC

Como os ataques de 11 de Setembro aconteceram em um mundo já globalizado e que contava com uma tecnologia considerável, o museu é repleto de imagens de alta definição, vídeos e áudios originais e objetos muito bem conservados, retirados dos escombros das torres. Ele é um museu bem moderno e diferente, dentro da sua proposta de contar a história dos atentados.

O espaço do museu é grande. Para facilitar o entendimento e não deixar nada de fora, vale dividir a visita em 2 partes:

  • Pavilhão principal: um espaço amplo com partes e objetos remanescentes dos prédios originais e um hall de homenagens às vítimas (Memorial Hall);
  • Exposição com os fatos históricos: que narra o antes, o durante e o depois dos atentados.

Logo após passar pelo procedimento de segurança e ter seu ingresso escaneado, você já começa a descer para o pavilhão principal e no caminho já vai passando por pedaços das antigas torres.

Todas as partes que ali ficaram são impressionantes e cada uma carrega uma história. Por exemplo, a escada por onde muitas pessoas conseguiram sair do prédio, ainda esta lá. Hoje, ela é usada para chegar ao hall de homenagens.

O Memorial Hall é uma parede enorme de concreto repleta de papéis azuis, parecidos com “post-its”, e é difícil de passar batido. Essa parede tem um significado forte: guarda os restos de vítimas não identificadas dos atentados, e até hoje, numa área que não é de acesso ao público, profissionais trabalham nas identificações.

Em homenagem às vítimas do 11 de Setembro no WTC
Memorial Hall com os diferentes tons de azul

São vários “post-its” que representam cada uma das vítimas do atentado, sendo que cada um deles possui um tom único de azul, representando o azul do céu de Nova York no dia 11 de Setembro. O fato de cada um ter um tom diferente é para representar a forma como cada pessoa enxergava o azul, pois cada pessoa ali era única.

Atrás do hall há mais uma parte dedicada a homenagear as vítimas, com fotos de todos que foram identificados. Pelo restante do pavilhão, estão expostos diversos objetos de grande porte que sobreviveram aos atentados que valem uma olhada, em especial um caminhão de bombeiros que foi atingido quando uma das torres cedeu.

Após passar por esses objetos, o caminho acaba te levando para uma porta giratória que dá na segunda parte do museu, a exposição de fatos históricos “Historical Exhibition“. A partir daqui não é permitido tirar fotos e nem filmar, mas em todas as outras partes do museu do 11 de Setembro é liberado.

Museu do 11 de Setembro no WTC
Parte de baixo do museu

Essa é minha parte preferida e por pouco não passei batido por ela na minha primeira visita, então preste bem atenção pois é realmente uma porta que te leva para uma parte muito maior e super importante do museu.

A história é contada por uma linha do tempo das horas e minutos do dia 11 de Setembro de 2001, com fotos e vídeos amadores e profissionais dos mais diversos ângulos. São registros de câmeras de segurança interna dos prédios, mensagens de voz recebidas por familiares das vítimas e até das conversas das aeromoças a bordo do avião.

Também há muitos objetos, roupas, documentos, itens pessoais retirados dos escombros e expostos ali, além de depoimentos de sobreviventes. São mais de 70.000 itens que ajudam a contar a história do 11 de Setembro.

São várias salas que contam os fatos de diversos ângulos e perspectivas, retratando todo o esforço feito após os ataques para salvar vidas, reestabelecer o ritmo da cidade de Nova York e todas as mudanças que esse evento trouxe pro mundo.

Vale a pena visitar o Museu do 11 de setembro?

A riqueza de detalhes com que a história é mostrada é impressionante, justamente por ser um acontecimento mais recente de um tempo em que registrar fatos já era algo mais comum.

O assunto é sensível, e a carga emocional de uma visita a este museu é enorme. Estar no local exato onde uma tragédia tão grande aconteceu é bem impactante e pode deixar muita gente desconfortável. Levando isso em conta, avalie se é o tipo de passeio que você deseja ou não incluir na sua visita a Nova York.

Eu gostei muito do museu do 11 de Setembro porque, assim como muitos locais históricos dedicados a tragédias, ele busca não apenas homenagear as pessoas que perderam a vida ali e as que trabalharam para salvar vidas, mas também contar ao mundo a história do atentado para que ela não se repita. Eu acho esse tipo de iniciativa muito importante.

Por esse motivo, eu achei que valeu super a pena pra mim. Se você também se interessar pelo acontecimento e quiser entender mais sobre a tragédia, provavelmente vai valer a pena pra você também.

Preços e Ingressos

Diferentemente do Memorial, que é gratuito, para visitar o museu do 11 de Setembro é preciso pagar por um ingresso. Não é super baratinho, mas também não é nada proibitivo. Sinceramente, eu achei que o valor é justo para o que é oferecido ali.

Os valores atuais são:

  • US$26 por adulto (18 a 64 anos)
  • US$20 (jovens de 13 a 17, e maiores de 65 anos)
  • US$15 por criança (de 7 a 12 anos)
  • Crianças de até 6 anos não pagam

Tem também a opção de pagar US$20 a mais por pessoa pra ter um tour guiado no museu, mas eu acabei fazendo por conta própria mesmo e não senti falta de um guia não.

Informações úteis do Museu do 11 de Setembro

  • Pra quem é indicado: adultos que se interessem pelo assunto
  • Como encaixar na programação: A duração vai depender do seu ritmo e se vai visitar outras atrações do complexo. Dá para juntar com outras programações na região, com o o Distrito Financeiro, o Battery Park e até a Brooklyn Bridge.
  • Endereço: One World Trade Center, 117 West Street
  • Metrô: Chamber Street (linhas A, C, 1, 2 e 3), Fulton Street (linhas A, C, J, Z, 2, 3, 4, e 5) e World Trade Center (linha E). Mais opções aqui.
  • Horários: Quinta-feira e Sexta-feira: das 12h às 19h, Sábado a Quarta-feira: 10h às 17h
  • Preço: de US$15 a US$26
  • Site oficial: clique aqui
  • Avaliação VPD: